50 Panettones em um Táxi
Há alguns anos viajei pra São Paulo com a minha irmã e voltamos pro Piauí com 50 panettones. Como isso aconteceu? Já explico. Em alguns shoppings da capital paulista, além das tradicionais promoções de fim de ano onde você troca os cupons fiscais por cupons. Em alguns além de participar do sorteio, a cada tantos reais gastos você ganhava panettones.
No primeiro shopping minha irmã comprou um celular e a compra dava o direito de trocar por 30 panettones. Eis, que começa a saga. Mesmo não gostando do tradicional bolo natalino, minha irmã estava irredutível. Era de graça e ela queria leva-los de qualquer maneira. Não adiantou argumentar que a fila estava grande, que não tinha como viajar com essa quantidade, que ela não gostava. Nada a convenceu.
Depois da troca começou a epopeia de pegar um táxi e voltar pro hotel com aquela quantidade descomunal de sacolas. Foi preciso muito jogo de cintura, paciência e ajuda do taxista pra acomodar tudo no carro. Uma parte foi no bagageiro, outra no banco da frente e o restante foi disputando espaço conosco no banco de trás. Voltamos pro hotel espremidos no meio de tantos panettones. O gentil taxista ganhou dois, ainda restavam 28!
No outro dia, em outro shopping, ela se encanta com um bolsa. Foram mais 20 panettones. A volta pro hotel foi outra saga. Tentamos doar o máximo possível, moradores de rua, recepcionistas e funcionários do hotel todos receberam. Ainda restavam 20 e ela cismou que esses eram para presentear os parentes e amigos e os levaria de qualquer jeito. Haja paciência!
A volta pro
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