Viajar com muita bagagem é sempre um suplício. Todas as vezes que tenho que arrumar uma mala tento levar o mínimo possível. Ainda mais agora que as companhias aéreas estão cobrando uma taxa extra para despachar, que em teoria deveria diminuir o preço das passagens. O que nunca aconteceu. Meus problemas com malas dariam assunto pra várias crônicas. No entanto, escolhi duas situações que se destacam pelo nível de absurdos que parecem terem saído de alguma comédia non sense.

Viajei de Teresina até Minas Gerais para a formatura de um amigo. Foi uma viagem marcante não só pelo incidente que vou contar a seguir, mas por ter sido a minha primeira viagem aérea e sozinho. Fui a uma loja bem conhecida que vende calçados, artigos esportivos e comprei uma mala que não era tão cara e aparentemente era de boa qualidade. Ledo engado. Assim que desembarquei no Aeroporto de Confins notei que as costuras estavam se soltando. Daí surgiu o dilema: devo ir ao balcão da Companhia reclamar ou pegar o ônibus pra Belo Horizonte que estava saindo? Eu precisava pensar rápido pois de Confis pra BH é uma distância considerável e eu tinha que ir até o Aeroporto da Pampulha pegar outro voo para o interior.

“Ah, não é nada, quando chegar em Montes Claros eu resolvo isso” – Pensei. Ao descer no outro aeroporto tive a “agradável” surpresa de constatar que o buraco estava aumentando e as roupas não demorariam a começar a cair no meio do saguão.

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